Frágil beleza:
gotas de sol dourando
o entardecer.
(autor desconhecido)
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Sonne
Por
Alberto K.
, escrito em
02:43
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domingo, 4 de dezembro de 2011
Dificuldades
E por ele não falar com ela, foi que ela quis falar com ele...
E por ele não dar atenção a ela, ela quis que ele lhe desse atenção...
...junto com algum mistério inerente aos corações sujos.
E assim vai o mundo, na busca dos inacessíveis.
Vive-se de dificuldades, na medida da capacidade de fluidez da potência dentro de nós.
Por
Alberto K.
, escrito em
23:54
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Poente
Brilhava num resplandecer dourado e alto.
Trajava sonoridades que os olhos degustavam lentamente, como os aromas de fino trato táctil, desejosos de tornarem-se lembranças futuras ao som da meia-noite, enquanto no estar mergulhado na solidão necessária.
Num longo ósculo oblíquo, ostentava as serenatas suaves que emanavam vontade delicada de existência, que nunca se creu realmente. Mas ali, agora, era.
Afrodite possível, se quisesse, teria um coração inocente entrecortado nos seus dedos.
Ele sonha e luta para que os dois sóis se ponham sobre os dois oestes.
Por
Alberto K.
, escrito em
01:41
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sábado, 10 de setembro de 2011
Sequóias
Digam a ela que amou-a um pouco.
Por que amor não é aquilo que vem do nada e fica... amor é como tudo na vida, que é construído.
É aquilo que tem tons de mãos quentes nos dias frios de inverno.
Que tem gosto de azul numa tarde cinzenta de olhar cúmplice, pela culpa sobre o ato de insistir na vida.
Que se entrelaça entre os dedos e parece não querer desatar sem fazer força.
Que floresce sobre uma boa conversa numa tarde morna.
Que um e o outro decalcam sobre as tristezas e dúvidas.
Muito mais que qualquer paixão.
Agora é noite e logo mais clareia de novo.
Por
Alberto K.
, escrito em
07:55
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Onde
Às vezes espera o melhor...
mas só espera... esperar como um ato de vontade em potencial altíssimo, mas com o medo a açoitar o bater da grande envergadura que é saltar dentro grande nada, que é o que não se conhece e, de repente, explode e às vezes fica até comum demais...
Mas o medo, astutado, põe regras de contas e divisões até...
tudo pra que pareça que a lógica guia-se junto com a decisão sem arrojo e sem vida.
E, a noite, enquanto corre o rio, o sonho inunda a fraqueza e redime o erro enquanto reverbera a lágrima nos devaneios felizes...
e quando acorda, de novo, ainda há a lacuna.
Há de se temer o medo, isso sim.
Por
Alberto K.
, escrito em
02:09
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