As passadas cartas, banhadas de saudade e de muito arrependimento, ainda flutuam dentro da alma do inexperiente marinheiro dos sentimentos.
Doem ainda, mas agora elas soam um pouco mais opacas: ganharam aquele jeito baço das coisas que atritam muito com a rispidez e insensibilidade do tempo... que, ao lado de novas vontades, de novas veredas misteriosas, exalam um quê de coisa estranha, de coisa até desconhecida...
Não que um dia vá morrer: cada pedaço é mais que célula viva.
Mas...
passa.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Remendo
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Alberto K.
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02:12
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Mais do que o necessário
O sapato que está aqui a minha frente, não é o mesmo sapato que está agora, debaixo da minha cama.
À parte de considerações físicas, esses sapatos nunca serão iguais. É quase certo que se considerará que apelos à sua utilidade provavelmente servirão como conclusões primárias acerca do que é um sapato, apesar de, mesmo assim, estarem essas idéias embebidas do forte odor de construções mentais; que o odor é forte decorre desse jeito meio cambaleante de raciocinar.
E se essas afirmações beirando à absurdez (devido, talvez, a desnecessidade disso, dado que saber se há um sapato platônico ou não, nada nos acresce), fossem estendidas à formação dos sujeitos, do universo e idéias mais entranhadas nas nossas mentes, com construção "real" quase um pouco mais que impossível?
Dado que os homens não são sapatos, e, aliás, são mais complexos que estes, por que haveria de existir uma representação abstrata, pré-concebida das construções sociais, que caracterizaria-se como formador de todo o ser humano?
A necessidade, realmente, não cabe...
...me parece.
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Alberto K.
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00:02
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Marcadores: filosofia
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Mães
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Alberto K.
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20:44
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Marcadores: morte
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Iconoclastia
Numa estranha melodia, juntavam-se:
pretensa humildade filosófica, através da negação da detenção do conhecimento e até mesmo do conhecimento da realidade e a nada humilde pretensão sobre sua capacidade cognitiva e sobre o valor dos seus conceitos e opiniões.
Curiosamente, não parecia servir para mais do que fazer a taxonomia espiritual, que lhe punha valores de pretensa elevação... Como ironia recursiva, qualquer tentativa do famigerado ser de arranjar uma maneira de se desculpar depois de excomungar da sua religião qualquer ser que ele considerasse inferior, tornava-se inócua.
...e no final das contas, todo mundo veste o mesmo traje duro, não importando qual camisa ou saia nos vistamos, se cremos que saíremos dançando do traje ou que borbulharemos dentro dele.
Por
Alberto K.
, escrito em
22:14
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Go!
Os vermelhos deslocavam-se no mais profundo breu dos corações azuis. Estes não tinham nem idéia do que estava acontecendo e foram surpreendidos com um ataque em cheio.
Se age-se como um vermelho, fica clara a famosa frase:
"Veni, vidi, vici"
A pior coisa é a estratégia em aberto.
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Alberto K.
, escrito em
11:17
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Marcadores: amor, texto-minuto
