A independência é ilusão fútil;
a solidão é realidade amarga.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Concisões - I
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Alberto K.
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segunda-feira, 28 de março de 2011
Convergência
O quão longe a vista alcança no horizonte
é como o mundo é.
E há certos caminhos
se tornar somente mais uma escolha.
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Alberto K.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Para que tanta correção... há de se dizer e pronto, oras.
Num ato de sinceridade extrema, a moda da loucura dionisíaca de Nietzsche, bato meus cotovelos nas teclas do piano e declaro que partiu da realidade dos meus versos e se tornou alçada a categoria de beleza platônica, a que nunca deixou de ser platônica... (num contexto platônico... a ressoar como pastelônica história recursivo-tautológica.)
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Alberto K.
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22:19
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Heidegger
A angústia "é, dentre todos os sentimentos e modos da existência humana, aquele que pode reconduzir o homem ao encontro de sua totalidade como ser e juntar os pedaços a que é reduzido pela imersão na monotonia e na indiferenciação da vida cotidiana. A angústia faria o homem elevar-se da traição cometida contra si mesmo, quando se deixa dominar pelas mesquinharias do dia-a-dia, até o autoconhecimento em sua dimensão mais profunda."
texto retirado de http://www.existencialismo.org.br/jornalexistencial/leonardoheidegger.htm
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Alberto K.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Fúria desmedida
Ao deparar-se com a morte sempre a espreita sua fúria intensificou-se: massacrava o tempo até que ele se adaptasse ao seu modo de ser. E as pessoas ao seu redor eram também levadas na torrente sempre constante da sua impaciência onde mal conseguiam respirar.
Sentia-se só. Sentia que sua diferença era demais.
Às vezes, nada valia a pena.
No murmúrio do vento à janela, as imagens vinham todas.
E, por isso, inventava histórias sobre a resistência disfarçada de essência...
E usava isso para modificar-se... e modificado, tudo ainda era igual.
Modificado, ainda eram somente as suas palavras e o murmúrio do vento as suas verdades básicas.
Modificado, ainda a alegria deveria sempre ser lembrada.
Modificado, a tristeza ainda eram os chinelos à beira da escada.
O tempo é apenas o campo onde ele massacra o tempo.
Carrasco.
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Alberto K.
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sábado, 23 de outubro de 2010
A-firmação da incompletude
Não era desejado com furor, estando longe de ser um grande galã.
Não era admirado, como grandes gênios.
Não era visto como um ator, de grande plasticidade social.
Não era considerado funcionário do mês, nem pelos clientes e nem pelo seu chefe.
Não era destemido, para que lhe reconhecessem a coragem.
Nunca projetou sua sombra com grandes realizações sobre outras pessoas e nunca foi essencial, a não ser a si mesmo.
Mas ainda assim, estava vivo, e não sendo nada do que foi dito, ainda assim, por saber disso, aceitava, enquanto soubesse que, realmente, aquilo tudo não importava para ser tudo o que era agora e o que queria ser. Não que não pudesse (não se sabe se poderia, a não ser a princípio), mas via que sentir-se incompleto por aquilo tudo é que lhe daria incompletude real.
Aliás, foi na afirmação da negação é que se firmou o modo de afirmar-se.
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Alberto K.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Iconoclastia
Numa estranha melodia, juntavam-se:
pretensa humildade filosófica, através da negação da detenção do conhecimento e até mesmo do conhecimento da realidade e a nada humilde pretensão sobre sua capacidade cognitiva e sobre o valor dos seus conceitos e opiniões.
Curiosamente, não parecia servir para mais do que fazer a taxonomia espiritual, que lhe punha valores de pretensa elevação... Como ironia recursiva, qualquer tentativa do famigerado ser de arranjar uma maneira de se desculpar depois de excomungar da sua religião qualquer ser que ele considerasse inferior, tornava-se inócua.
...e no final das contas, todo mundo veste o mesmo traje duro, não importando qual camisa ou saia nos vistamos, se cremos que saíremos dançando do traje ou que borbulharemos dentro dele.
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Alberto K.
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22:14
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
No Natal
Ela observava que a lâmina talvez estivesse meio gasta, até meio enferrujada... passou pela tua cabeça que, se o ato não se consumasse de maneira correta, ela ficaria ferida e também doente. Olhava lá fora as luzes piscando, parecendo até que elas estivessem zombando; ela enxergava até uma mensagem, lhe dizendo:
Hoje tu, logo logo passarás
E ninguém, ninguém mesmo, nem ligarás!
E pensava: todo amor, onde estás? Nos casais felizes, que vão de mãos dadas às compras, e imaginam que aquilo tudo nunca vai acabar: que seja infinito enquanto dure? Pois, Andréa, que ama José, que ama Maria, que ama Gunther, que ama Paul, que ama Hilde, no final das contas, se matam de amores, literalmente, ao bailar da fada verde?
Após as considerações do pré-ato, ela voltava a si, imaginando se alguém pararia para te olhar, lacrimejando o finzinho de luz que lhe sobrava, enquanto ainda palpitava... e concluía que, à parte de todo ato de comiseração ensinado pelos padres e pais e sei lá o que fosse, a vida continuaria bela, como também foi ensinado junto com as considerações sobre comiseração, culpa etc. E, ela imaginava como a encontrariam: triste, num quadro quase negro, com uma tantoo em mãos, quase que ainda tremulando, como se esse tipo de ato nunca se consumasse, dado à absurdez de presenciar um rosto meio deformado, mas jovem, pálido como a lua testemunha da cena final.
Trespassou impiedosa a velha poesia em metal todo o ventre: situação enigmática como um ponto final, seguiu mantendo a serenidade, como se a dor física acalmasse toda a dor espiritual que lhe dominava.
A noite caía como sempre.
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Alberto K.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
A semente voou (haverá vento que me sopre para ela?)...
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Insensível
Mas nunca humanos, isso não.
À parte disso, inventou-se (e o que não é inventado!?) de dizer que algo surgiu e mudou muito dentro dele.
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Alberto K.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Sobre qualquer pessoa importante
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Volúpia alheia
Teu corpo é agora.
Escorre esguia entre os lobos, imaginando estar cumprindo somente seu desejo de prazer. Exercendo bem a promoção necessária para uma máquina hedonista ortodoxa, parecia esquecer-se a todo momento de que não havia somente ela a pairar sobre aquele mar de prazeres que gostava de fazer pensar que estava habituada... Curvavam-se perante seus dotes e isto bastava-lhe no teórico, sendo que no prático só tinha importância a consequência do teórico. Faltava a percepção do outro, faltava ver que não existia esse arder sem ar...
Regojizava-se aos olhos alheios, ao furor insano com o qual se atiravam sobre ela a cada movimento do estranho quadro ali conformado: pés pequenos sob um stiletto vermelho anunciando o perfume mesclado de suposto pudor, quase a explodir o elegante vestido de alvo-hipócrita, que se contorcia às provocações dos moços bêbados vulgares, com a própria vontade de arrebatar com um olhar e beijo ferinos os mesmos moços que talvez fossem tão sujos quanto a sua mente se rejubilava em imaginar que o deixar-se tomar pela devassidão permitiria.
Quixotescamente, erguia-se sobre si mesma de moinho à gigante, enquanto dominadora, como se fossem suas incapacidades de sentir profundamente e de amar sem saber amar, um mero personagem cavaleiresco de um conto de Cervantes, sem perceber que nisso, ela se constituía num fantoche da sua própria angústia de não conseguir e de nem saber o que ela desejava para si.
Apesar de necessitarmos do outro,
há sempre a necessidade de surgirmos por nós mesmos sobre nossos pés.
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Alberto K.
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09:28
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Escrever...!
Um ruído arranhava o resto de zunido zincoso e zeugmático da escuridão noturna, com a permissão etílica dos anfitriões da noite.
Volto para a cadeira e continuo a soletrar expressões metalinguísticas como esta, à espera da conclusão em forma de texto sereno, originado da torrente de idéias picotadas e molhadas que andavam à se apoiar nos verbos e substantivos soltos que boiavam nas horas preguiçosas com tempo de sobra.
Ocorre-me então de tentar dar um porquê de metaforizar, dado que a metalinguística sucumbiu perante a coesão. Inicialmente, introduzo o debate apontando a possível pedância do ato e continuando o mesmo com a hipótese de que há aqui um lirismo necessário. Complementando a idéia lírica com a amplitude da significação poética, considero que havia era uma luta contra a ditadura semântica, contra o autoritarismo da objetividade pura e simples: por que, se é sobre as dificuldades que se molda a capacidade, por que é que os belos textos se moldariam em cima de alguns poucos significados? Não que houvesse infinitos, por que isso é hipótese descabida, mas mais que um, se houvesse beleza.
Valho-me ainda, se minha referência o permite, da frase: "Sua força deve ser pública e seus medos, privados. Compartilhe seus sorrisos, chore na solidão.". O significado disso textualmente me é: escrever é algo necessário para mim... mas não devo sair por aí alardeando desesperos... então, resta o deslocamento da significação para o plano da multiplicidade, de modo que o verdadeiro sentido se oculte... que seja hermético mesmo. Dirão: "Mas não interpretarão da maneira correta!" E responderei: "Tomara! Já o disse, escrever é necessário, mas não o é tomarem o desespero para si.". Se retrucassem "E se desvendarem?", diria eu: "Quer dizer que me meterei a Dédalo de novo...!"
A angústia e o escrever são inevitáveis, mas deve se evitar totalmente o desespero.
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Alberto K.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Infinita beleza da finitude
- "Mããããe, pega a borboleta para mim", exclamou a criança, como se anunciasse a pré-beleza rudimentar da borboleta fora do recipiente de vidro, que quase deixava ela escapar.
Havia beleza por vir ainda, tanto na borboleta quanto na criança e na estrutura geral dos processos.
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Alberto K.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Fenixidade falsa
Ela adorava ele, seu jeito sincero, que ninguém substituíria nunca... mas, às vezes, caminhos que podem afastar as pessoas dos seus semelhantes são, inadvertidamente, escolhidos. E ocorreu que um dia um se perdeu do outro e foram se encontrar somente na dor da morte.
Mas poderosos místicos continham conhecimento suficiente para torná-lo vivo novamente. Tomariam um pedaço dele e refariam o corpo todo. Só que a condição que os místicos lhe impunham era de que ela viveria cada vez menos intensamente sua vida, por que as unicidades destas chances seriam perdidas em cada um desses processos.
E ela, não entendendo completamente o significado da condição, disse que aceitava. Praticamente como assinado o processo, iniciaram os místicos toda gama de alquimias logicizadas. Em alguns dias, milagrosamente, foi como se seu amigo houvesse voltado, sem que nunca houvesse mergulhado para sempre em um mundo de memórias somente. Estranhamente, ela se sentia um tanto confusa em já ter visto aquela cena, mas parecendo ter um sentimento diferente.
Passam-se alguns dias e, como se estivesse presa num ciclo infinito, novamente, escolheu caminhos que lhe tomaram longe de seu amigo (e isso foi mais rápido que antes); dentro do mesmo ciclo também, ele morreu.
Chorando sobre o corpo morto, rogou aos alquimistas lógicos novamente o processo, ao passo que, na mesma medida da secura das condições, seca foi a resposta: foram dadas as condições. Aceitaste-as, não há o que discutir.
E não havia mais nada o que fazer: enquanto caía a noite, como sempre ocorreu, ela re-velava o corpo morto, mas sem revelar-se.
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Alberto K.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
A Nova Idéia foi-se embora
A pseudo-cefaléia dançava ao lado do sol que parecia estar dentro de mim, queimando o resto de esperança pela Musa.
E não se deveria esperar, como nos filmes, que Ela se separasse agora d'Ele. A angústia reverberava nas conversas e soava no altar das Novas Idéias. Mas ele agora parecia ter implodido, pela influência psicossomática negativa exercida pela terrível palavra de nove letras, letal, direta e impiedosa. Seria um desencontro?
Otimismo demais.
Acho que isso deveria soar como a certeza que propicia uma outra dança. Mas ainda assim, dói pela perda (como um jogo, como todas as relações humanas são) e pelo fim da dúvida daquilo que eu tinha certeza.
Adeus Nova Idéia.
Que venham novas idéias, menos doces, mas mais etílicas.
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Alberto K.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Tropa ignóbil
O ranço que escorria do pessimismo ignorante se refestelava dentro das suas bocas.
Teus risos unilaterais, monologantes, parecem até justificar o doce gosto que vem dos podres e infestados pensamentos imediatistas, alienados, que insinuam o tom dos clichês que se atribuem aos que se esforçam por não cair na velha conversa da verdade absoluta (Foucalt que o diga!): inocentes, idealistas, extremistas, radicais, "socialistas", "anarquistas" (e muito mais outros movimentos políticos estereotipados pela tacanhez, alheia a compreensão dos processos)... mas, sabe, estes teus chicletes não passam de angústia disfarçada de escudo brilhante.
A sutileza linguística era uma das suas armas: tratavam de diminutivar na mesma proporção do tamanho da sombra que sua soberba fazia pairar sobre os outros. E era assim: não ousasse ninguém captar essa manobra mental, por que senão o manjado discurso da não aceitação de opiniões emergiria.
Claro que, com menos do que o próprio cérebro, não era muito complicado compreender a demanda do pisar alheio: é a velha história de ser a partir do não-ser dos outros.
Será que a escuridão só existe na medida em que não há luz?
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Alberto K.
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12:24
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
Angústia
O que há de se fazer quando a única coisa que nos importa é uma certeza somente? Com tantas incertezas pelo mundo, a serem desveladas, o que me importa agora é fazer esses violinos com suas notas lacônicas pararem de trazer à tona um passado que não quero mais, mas que me fazem pensar que são o último fôlego numa tempestade solitária!
Eu convivo com quaisquer outras incertezas, mas essa é o sino da angústia:
Onde está dentro de mim?
Está aqui, do lado esquerdo, ou aqui, do lado direito?
Nem eu sei ao certo... quem dirá você saber...
E isso torna a angústia maior do que consigo ver fora da minha sombra...
Será que eu deveria me submeter ao velho processo burocrático do senhor caixa de banco ao dizer "Próximo!" e esquecer da Angústia?
Queria um dia poder te ver com os olhos que eu sempre quis...
O meu fim, em realidade, é não perceber com qual fim apareci na tua bonança...
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Alberto K.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Rotina burra
Acho que a rotina do serviço está me emburrecendo. Não tenho mais tempo de pegar num livro de verdade e me instruir... até aqueles momentos de reflexão, em que me perdia tanto que às vezes tinha que olhar novamente à janela do ônibus para ter certeza de que não havia chegado a meu destino, não os tenho presenciado muito.
É, isso é triste.
Lembro de quando era mais novo, em que ia nas bibliotecas próximas, pegar algum livro falando sobre o materialismo, algum outro falando sobre histórias medievais... eu lia, e de certa forma, absorvia. Hoje, se nem tenho parado para ler, imagine para absorver quando leio... Isso puxa o que uma vez li, de algum grego (sempre eles!), que dizia que não compreendia como alguém poderia ler mais que cem livros em toda sua vida. E, lembro também, que isso era adjuntado com o que disse Descartes: quem viaja muito em terras alheias, se torna estrangeiro em sua própria terra. Mas, claro, o pouco que leio talvez esteja bem abaixo do que pensava aquele grego ou Descartes.
Foi só um desabafo mesmo.
Compreendo que não é só não ler que é problema. É falta de usar o cérebro de verdade.
Por
Alberto K.
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11:11
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