Foto: sxc.hu

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Desilusões: II - Da etnia

Nem japoneses, ingleses, brasileiros ou africanos.
Humanos, quando valem a pena, estão acima da bobajada patriótica.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Insensível

Soslaiava o tempo todo: teus olhos, mesmo de frente para as pessoas, miravam vultos que apenas faziam pequenos riscos de grãos de areia em uma reluzente alma de titânio. Vultos tais que, não fosse o esforço delas mesmas para tentar ali configurar como existente sua própria humanidade, nunca se tornaria razoável a idéia de que haveria em fronte ao nosso herói mais do que um andróide arrogante simplesmente.

Quando não houvesse isso, os vultos seriam um interessante meio de crescimento dele mesmo e de fora dele... e uma vez findada a busca, seria tomada uma caixa, com várias divisórias e lá seria posta (cuidadosamente) e depois seria a caixa colocada numa estante, de infinitas prateleiras... (e há de se falar baixinho isso!)

Mas nunca humanos, isso não.


À parte disso, inventou-se (e o que não é inventado!?) de dizer que algo surgiu e mudou muito dentro dele.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Sobre qualquer pessoa importante


Tive esperança em algum momento:
num teatro hermético,
divaguei sobre a significação do amor,
para esquecer desse meu jeito sisificado.

Ironicamente,
pensei em falar sobre as vicissitudes,
de modo a não querer encerrar tragicamente:

apesar de tudo, o mesmo há de vir, obviamente.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Desilusões: I - Da ignorância

Não existe nenhuma forma correta de tornar um humano melhor (à parte de questões de sutilezas linguísticas), a não ser, talvez, escapando da alienação não-inerente.

E não me venham com lenga-lengas de esperança na educação: não existe nenhum meio asséptico de se configurar pessoas melhores. Estudantes universitários também podem ser imbecis: com pretensa superioridade, para piorar.

domingo, 21 de março de 2010

Revisitações do real:
I - Dos clichês, o melhor tema

Milagre

Com tanto que se há de fazer no mundo, (pois a vida é rápida)
quando alguém escolhe outra,
tendo outros tantos bilhões para fazê-lo,
para dedicar-lhe teu zelo,

indiferente das razões,
pois o amor não vive de razões,
neste tamanho milagre, o amor pode surgir,
com dois seres juntos para um maior devir.

Da incompletude do ato, faz-se um espanto:
tem-se um tempo ido, que sempre nos chega;
um tempo gasto, que nunca sobrou e nunca nos falta:

O amor não é completo,
mas nunca deverá o ser.